Gastronomia Sustentável em Paraty

A natureza das coisas, o cheiro e os sabores da gastronomia sustentável nos levam a dimensões que transcendem o prato. Dimensões estas que invadem a cultura e nos remetem às raízes mais profundas, como a indescritível e prazerosa visita à casa de farinha de um índio, caiçara ou quilombola; a uma noitada de ciranda, jongo e cachaça de Paraty. Ao amanhecer, quebrando a ressaca com um café feito na hora com caldo de cana, servido com beiju, aipim e banana da terra. Uma lasca de peixe seco com farinha e, para arrematar, um manuê de bacia.
O movimento da gastronomia sustentável em Paraty tem como essência o compromisso de pesquisar, desenvolver e difundir uma culinária de padrão internacional, inspirada na cultura regional e na utilização de produtos orgânicos, agroflorestais, agropecuários e pesqueiros ecologicamente produzidos pelas comunidades locais, de acordo com os dez princípios que estão referenciados na agenda 21 da Organização Mundial de Turismo.
Temperada com ingredientes luso-quilombolas, a culinária paratiense é tipicamente caiçara, e prestigiada no circuito gastronômico nacional e internacional. Redefini-la como gastronomia sustentável é aproximá-la ainda mais das suas raízes, a partir da interação entre produtores rurais, pescadores e a comunidade local.
Nosso compromisso:
  1. Dar preferência a produtos locais produzidos pela agricultura familiar que não degrade o agricultor/consumidor/meio ambiente;
  2. Dar preferência por frutos do mar pescados artesanalmente ou produzidos em fazendas marinhas de pescadores da região e respeitar a época do defeso;
  3. Indicar a procedência dos produtos utilizados no cardápio;
  4. Incentivar a aproximação e a interação entre turistas, produtores e comunidades;
  5. Separar o lixo e o óleo vegetal usado, que serão encaminhados para a reciclagem e evitar o uso de embalagens não-recicláveis;
  6. Utilizar caixa de gordura e implantar, em médio prazo, sistemas de filtros biológicos para tratamento das águas servidas e esgotamento sanitário;
  7. Gerenciar o uso de energia visando a redução do consumo;
  8. Apoiar e articular o processo de certificação local dos produtores;
  9. Interagir em conjunto com os agricultores locais para que o poder público garanta, através da legislação fundiária, estoques de terra para a agricultura familiar;
  10. Monitorar e avaliar o processo através de indicadores confiáveis.
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