Gastronomia Sustentável de Paraty no Blog Diário de Bordo

O repórter Bruno Agostini, da revista Boa Viagem, Jornal O Globo, esteve em Paraty em março e escreveu no Blog Diário de Bordo uma matéria sobre o movimento da Gastronomia Sustentável, vale a pena conferir!

Gastronomia sustentável em Paraty – Enviado por Bruno Agostini – 4.3.2010

Mercado do produtor rural, em Paraty - Foto de Bruno  Agostini

Uma das coisas mais legais que apurei na minha a viagem Paraty na semana passada, que abre a edição de hoje do Boa Viagem, foram as plantações de palmito abertas aos visitantes. Iniciativa que faz parte de um projeto maior, uma agenda de sustantabilidade que também tem, olha que ótima, implicações no resgate de tradições culturais e gastronômicas.
Quem me conta é Leila Passini, da Casa do Fogo, um restaurante simpático no Centro Histórico, cujos pratos são todos flambados com cachaça Coqueiro, numa interessante interpretação da cozinha caiçara.
Na segunda ela me disse que aconteceu o lançamento da Agenda 21, projeto de gastronomia sustentável que está tomando forma na cidade.
“O projeto ainda está engatinhando, mas é muito legal. Aqui em Paraty existem muitos produtores rurais e pescadores e a idéia é trazer esse pessoal pro mercado, incentivando a produção e venda de seus produtos. Alguns restaurantes da cidade já usam estes produtos em seus pratos. Aquele palmito que você comeu aqui é um exemplo, foi cultivado em agrofloresta, que é um sistema mais que sustentável, além de ser a única fonte de renda desta familia, é sua fonte de alimentos e respeita por completo o meio ambiente, uma vez que estimula a biodiversidade em vez das monoculturas. Assim como o pessoal da agrofloresta do Zé Ferreira existem outros produtores, que apresentam muitas hortaliças e legumes, frutas – que muitas vezes nós nem conhecemos – além de grãos, ovos e animais – galinha, pescados, ostras, etc. Eles nos apresentam queijos, sorvetes, muita coisa bacana”, conta Leila.

A Agenda 21 é mais abrangente que isso.

“Em paralelo há uma boa campanha de recolhimento do óleo que já acontece com sucesso aqui em Paraty. Este óleo, que antes ia pelo ralo, agora é transformado em vários produtos e está longe de nossa baía. Escolas tambem participam do processo de recolhimento e conscientização da comunidade. A nossa maior dificuldade ainda é o escoamento da produção desses produtores rurais, a grande maioria vive em áreas de muito dificil acesso, e o movimento quer facilitar e estimular a distribuição destes produtos. É nossa meta tambem revitalizar o mercado do produtor rural (que aparece na foto deste post), que é uma área próxima à rodoviaria, onde poucos produtores já expõem os produtos. A idéia aqui é divulgar, revitalizar, promover feiras semanais para aqueles que não podem vir todos os dias. Queremos eles mostrem a cara. Agora temos o apoio da Agenda 21, lei aprovada, que vai fazer com que as autoridades tenham que entrar na história. Com isso vamos implementar definitivamente a coleta seletiva e aproveitamento do lixo, outra meta nossa, entre várias outras coisas”, diz Leila.

Na apresentação do projeto, um desfile de iguarias nativas e uma reunião de alguns dos melhores restaurantes locais, entre os que mais se utilizam de ingredientes tradicionais da região.
“Ontem tivemos este evento que te falei e foi muito bonito. Estavam presentes muitos produtores que expuseram suas necessidades e a vontade de participar. Seis restaurantes apresentaram canapés e comidinhas criadas com produtos sustentáveis da região. Estavam la representando a gastronomia da cidade: Banana da Terra, Caminho do Ouro, Bistrô Brasil, O Café, Sabor do Mar e a Casa do Fogo – nós apresentamos um escabeche de frutos do mar da baía de Paraty com o palmito palmeira real de agrofloresta. Outros produtos que foram utilizados: mandioca e sua farinha, palmitos pupunha, peixe seco, além de varios legumes e frutas. Até suco do fruta da Pupunha foi levado e saboreado – lembra um pouco um suco de milho verde, muuuito bom! Enfim Bruno, é um projeto muito bonito, em seu início, mas com muito potencial”, finaliza ela.

É admirável o projeto. Ficamos torcendo para dar certo e ser copiado por outros lugares.

Para quem quiser ler a matéria completa, basta clicar aqui.

Na foto, um retrato de uma mulher que trabalha no mercado do produtor que a Leila cita.

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